Um blog comunitário feito a seis mãos: Márcio, Alex e Cida. Três diferentes cabeças com a mesma paixão: os encantos da prosa e da poesia.

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Créditos

Na reserva...

 Pessoal: se liga no recado!

Esse blog está, digamos, na reserva. Como podem notar, voltamos a postar no www.letrados.zip.net.

Contamos com a compreensão de vocês e esperamos sempre suas visitas, seus escritos, suas opiniões e até seus esculachos. Esse é o nosso combustível.

Beijo a todos e vejo todo mundo lá no Letrados I!

:: Postado por Cida às 16h27
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SONETO DA ESTRELA

 

(para Zoé)

 

Esgotou-se a vida em um copo amarelo

Margaridas e punhais de pano

Uma ágata partiu-se nos teus olhos

Andrômeda

 

A experiência do amor foi absinto

Nuvens de paixões nos calabouços

Teus olhos vendem jogos de guerra

Medo

 

Perdi a saudade e as folhas morrem no vento

Sinto horror da tua juventude

Cigarro um copo amarelo em tuas mãos

 

O palco do planetário está vazio

A sorte: disfarçar os olhos meus

Rainha



Oi pessoal, as férias são maravilhosas, mas confesso que têm um gosto de saudade, principalmente num dia encharcado como o de hoje. Essa tarde chuvosa serve de pano de fundo para mais um belo poema do Prof. Paulão, que se encontra lá no Letrados I, para conhecê – lo clique aqui.

Uma excelente tarde e caprichem no cappuccino!

:: Postado por Cida às 14h59
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ESCRITOR DA SEMANA

ÁLVARES DE AZEVEDO

Álvares de Azevedo (Manuel Antônio A. de A.), poeta, contista e ensaísta, nasceu em São Paulo em 12 de setembro de 1831, e faleceu o Rio de Janeiro, RJ, em 25 de abril de 1852. Patrono da Cadeira n. 2 da Academia Brasileira de Letras, por escolha de Coelho Neto. Era filho do então estudante de Direito Inácio Manuel Álvares de Azevedo e de Maria Luísa Mota Azevedo, ambos de famílias ilustres. Segundo afirmação de seus biógrafos, teria nascido na sala da biblioteca da Faculdade de Direito de São Paulo; averiguou-se, porém, ter sido na casa do avô materno, Severo Mota. Em 1833, em companhia dos pais, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 40, ingressou no colégio Stoll, onde consta ter sido excelente aluno. Em 44, retornou a São Paulo em companhia de seu tio. Regressa, novamente ao Rio de Janeiro no ano seguinte, entrando para o internato do Colégio Pedro II.

Em 1848 matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, onde foi estudante aplicadíssimo e de cuja intensa vida literária participou ativamente, fundando, inclusive, a Revista Mensal da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano. Entre seus contemporâneos, encontravam-se José Bonifácio (o Moço), Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães estes dois últimos suas maiores amizades em São Paulo, com os quais constituiu uma república de estudantes na Chácara dos Ingleses. O meio literário paulistano, impregnado de afetação byroniana, teria favorecido em Álvares de Azevedo componentes de melancolia, sobretudo a previsão da morte, que parece tê-lo acompanhado como demônio familiar. Imitador da escola de Byron, Musset e Heine, tinha sempre à sua cabeceira os poemas desse trio de românticos por excelência, e ainda de Shakespeare, Dante e Goethe. Proferiu as orações fúnebres por ocasião dos enterros de dois companheiros de escola, cujas mortes teriam enchido de presságios o seu espírito. Era de pouca vitalidade e de compleição delicada; o desconforto das “repúblicas” e o esforço intelectual minaram-lhe a saúde. Nas férias de 1851-52 manifestou-se a tuberculose pulmonar, agravada por tumor na fossa ilíaca, ocasionado por uma queda de cavalo, um mês antes. A dolorosa operação a que se submeteu não fez efeito. Faleceu às 17 horas do dia 25 de abril de 1852, domingo da Ressurreição. Como quem anunciasse a própria morte, no mês anterior escrevera a última poesia sob o título “Se eu morresse amanhã”, que foi lida, no dia do seu enterro, por Joaquim Manuel de Macedo.

Entre 1848 e 1851, publicou alguns poemas, artigos e discursos. Depois da sua morte surgiram as Poesias (1853 e 1855), a cujas edições sucessivas se foram juntando outros escritos, alguns dos quais publicados antes em separado. As obras completas, como as conhecemos hoje, compreendem: Lira dos vinte anos; Poesias diversas, O poema do frade e O conde Lopo, poemas narrativos; Macário, “tentativa dramática”; A noite na taverna, contos fantásticos; a terceira parte do romance O livro de Fra Gondicário; os estudos críticos sobre Literatura e civilização em Portugal, Lucano, George Sand, Jacques Rolla, além de artigos, discursos e 69 cartas.

Preparada para integrar As três liras, projeto de livro conjunto de Álvares de Azevedo, Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães, a Lira dos vinte anos é a única obra de Álvares de Azevedo cuja edição foi preparada pelo poeta. Vários poemas foram acrescentados depois da primeira edição (póstuma), à medida que iam sendo descobertos.

Para mim, Cida, em especial, Álvares de Azevedo sempre tocou profundamente meus sentimentos, com seus versos empregnados de tristeza perene. Abaixo presto com um de seus mais belos poemas uma justa homenagem :

 


SE EU MORRESSE AMANHÃ

Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que doce n'alva
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!


Fonte: http://www.academia.org.br/imortais/cads/2/alvares.htm

:: Postado por Cida às 16h20
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Alô, escritores anônimos da Estácio !!!

Hoje ( 15/ 06 ), às 19: 30 h, haverá reunião com Prof. Jorge Neres, lá no Campus.

Quem ainda não entregou seus escritos, não se esqueça de levá - los.

Espero ver todo mundo lá!

 

:: Postado por Cida às 09h10
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DIVERSÃO É SOLUÇÃO, SIM !


Está em cartaz em várias salas aqui no Rio o já aclamado Casa de Areia. Nós, Letrados, apaixonados também por cinema, vamos ver qual é. No que depender da direção, que é de Adrucha Waddington e da fotografia, de fato promete.

Até onde eu sei, trata – se de um drama de época ( Gente, é pra chorar pitangas!!! ), no qual um portuga mete a mulher ( grávida ) e a sogra numa furada que não tem tamanho. O gajo parte em caravana, com o ideal de desbravar e construir sua vida em terras prósperas, compradas por ele mesmo.

Quando a família Trololó chega ao local, é que a porca torce o rabo. Não há sinal de civilização, só areia por todos os lados. Teimoso feito uma mula, o cara não arreda o pé, nem por reza braba e lá constrói uma casa de madeira. Os outros que seguiram com eles na caravana, sacam a grande roubada e dão no pé. Pra piorar ( e pra fazer você chorar mais ainda ) nosso amigo lusitano morre, deixando a viúva ( grávida, gente! Vocês têm noção? ) e a sogra numa casa que ainda corre o risco de ser soterrada pela areia e as duas ficarem iguais a dois bifes à milanesa.



VIGÍLIA LITERÁRIA


As mina e os mano de Sampa que não resistem uma boa leitura, não podem ficar de fora da Vigília Literária que já rolou nos dias 7 e 8 deste mês e terá continuidade nos dias 14 e 15, a partir de 17:00 h no Itaú Cultural, lá na Av. Paulista, 149.

No programa, ah! tudo de bom: Machadão e Mario de Andrade. A Vigília Literária do dia 14, terá destaque para um dos clássicos de Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas. O professor de literatura brasileira da USP José Antônio Pasta fará uma prévia ao público sobre o livro. No dia 15, o programa da Vigília será Dom Casmurro, outra obra machadiana, cuja leitura contará com a participação do ator Celso Frateschi. O evento acontece no Centro de Documentação e Referência do instituto, e a entrada é gratuita.

Pra saber mais, clique aqui

AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!!!! E o que é melhor: minhas provas acabaram!!!!!!!!!!


 








:: Postado por Cida às 10h55
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60 de frente, 70 de perfil

 

Era uma vez, no seu palacete

Você jogava cartas com seus filhos

E me chamava de louco, irresponsável.

Seus olhos brilhavam quando seus dedos

Apertavam o coringa

Eu era o solitário da cidade

na madrugada

E você me dizia que era preciso

Jogar cartas com seus filhos

No fim-de-semana

Sentindo que o dever estava cumprido.

E aconselhava:

-Tome cuidado, rapaz!

Não se deixe levar por sua idade

A verdade

É esse jogo simples do fim-de-semana

Quando seus filhos morreram

Você morreu também.

Hoje você fica sentado

Olhando a fumaça

No ar do sanatório.

Você era o coringa do jogo

E não sabia.



Paulo Costa Galvão ( 1968 )


E tem poema meu também lá no Letrados – Prosa e Verso.

Tenham um excelente dia!

:: Postado por Cida às 10h14
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Manhêêêêêê, te amo!

 

Hoje é aniversário da mulher mais importante de minha vida: minha véia, Dona Zilá !

Hoje, saí cedo pra trabalhar e não tive coragem de acordar a coroa,

Deixa ela dormir,

Deixa ela ter preguiça,

Deixar ela ficar bonita

Acima de tudo:

Deixa a minha mãe

Ser minha mãe.



Mamãe Coragem

(Caetano Veloso e Torquato Neto)


Mamãe, mamãe não chore
A vida é assim mesmo eu fui embora
Mamãe, mamãe não chore
Eu nunca mais vou voltar por aí
Mamãe, mamãe não chore
A vida é assim mesmo eu quero mesmo é isto aqui
Mamãe, mamãe não chore
Pegue uns panos pra lavar, leia um romance
Veja as contas do mercado, pague as prestações
Ser mãe é desdobrar fibra por fibra os corações dos filhos
Seja feliz, seja feliz
Mamãe, mamãe não chore
Eu quero, eu posso, eu quis, eu fiz, Mamãe, seja feliz
Mamãe, mamãe não chore
Não chore nunca mais, não adianta eu tenho um beijo preso na garganta
Eu tenho um jeito de quem não se espanta (Braço de ouro vale 10 milhões)
Eu tenho corações fora peito
Mamãe, não chore, não tem jeito
Pegue uns panos pra lavar leia um romance
Leia "Elzira, a morta virgem", "O Grande Industrial"
Eu por aqui vou indo muito bem , de vez em quando brinco Carnaval
E vou vivendo assim: felicidade na cidade que eu plantei pra mim
E que não tem mais fim, não tem mais fim, não tem mais fim


:: Postado por Cida às 11h02
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DIVERSÃO É SOLUÇÃO, SIM!

 

:: Postado por Cida às 09h41
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Oi, o Márcio e a Cida estão reclamando da minha falta. Eu compreendo e até concordo com eles. Para provar que estou "vivo", resolvi publica uma "coisinha" minha. Grato.

 

  O Avesso  

  A solidão não me basta,
  Um tufão vem, devasta.
  Suor carnal,
  Folia de carnaval.
  Magia de sentimentos,
  Ouço canções de Milton Nascimento.
  Salto de felicidade e alegria,
  Deixo de lado a melancolia.
  Junto os pedaços da tristeza,
  Jogo para alguém com avareza.
  Vivi um sonho infame,
  Preciso que alguém me chame.
  Fiz muitas considerações,
  Vou viver várias paixões.

                                        Alex Galvão

:: Postado por Alex às 22h35
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SOBRE A XII BIENAL

Não há o que discutir sobre a constelação de talentos que nos agraciaram nesta Bienal que terminou ontem ( snif ).

Tantos tesouros ( até por causa do preço ! ),  para pelo menos folhearmos. Sem falar das atrações que eu já havia adiantado outrora.

Porém, com diversos pontos negativos.

1 - Os preços astronômicos dos lanches  - Não convém entrar em detalhes, mas da próxima vou levar de casa e ai de quem me chamar de "farofeira"!

2 - Água - Os bebedouros pareciam óasis elétricos, mas a água era só miragem. Quem tivesse paciência de ficar na fila  pra depois aparar os pingos com a boca, poderia ter economizado R$ 3,00 numa garrafinha de água mineral.

3 - Lugar para sentar - Quem já foi, sabe que o local é uma " cidade". Num evento desses vão idosos e crianças. Bancos para descançar eram artigo de luxo. Foi melhor sentar no chão e aproveitar para meditar, para esquecer do eu queria e não pude comprar.

Vamos ver se com tanta gente reclamando ( não é só a ranzinza aqui, não! ) nas próximas edições eles pensem um pouco no pessoal de classe média, média-baixa e até baixa, que também têm direito ao lazer e à cultura.

Boa semana a todos!

:: Postado por Cida às 17h24
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ESCRITOR DA SEMANA

Jean Nicolas-Arthur Rimbaud



Arthur Rimbaud nasceu em Charleville, no Norte da França, em 20 de outubro de 1854

Adolescente, veio a descobrir os prazeres da capital em jantares da alta sociedade, nos quais assumiu abertamente o papel provocador de jovem rebelde. Suas aspirações ambiciosas foram ilustradas pelo sucesso parnasiano de Ofélia e O Adormecido do Vale, em 1870.

Há também as vinte e cinco quadras do Barco Ébrio, que Verlaine transcreveu rigorosamente. A densidade verbal dessa epopéia transfigurou o tema retomado mais tarde por Baudelaire (A Viagem: “Ao fundo do desconhecido para encontrar algo novo”) e Mallarmé (Brisa Marinha: “Fugir! Fugir! Sinto que os pássaros são livres / Ébrios de se entregar à espuma das águas e aos céus imensos!”). Em meio ao tédio das bibliotecas, o jovem devorador de livros nutriu-se de obras cultas (Vinte Mil Léguas Submarinas de Júlio Verne, As Aventuras de Arthur Gordon Pym de Edgar Allan Poe).

Uma nova “alquimia do verbo”

Em seus poemas mais ousados, como ÁlcoolZona (No final, tu estás lasso desse mundo antigo”) e Vindimário (“Ouçam meus cantos de universal embriaguez)–, Guillaume Apollinaire, na virada do século xx, explorou o mesmo caminho. Nessa mesma época, Rimbaud enfrentou, durante dois anos, ao lado de Paul Verlaine, que vivia uma situação delicada com a esposa, a “alteração sistemática de todos os sentidos”, tema retomado em sua correspondência de 15 de abril de 1871, conhecida como Carta do Vidente.

Uma Temporada no Inferno (1873) e, no ano seguinte, Iluminações, destilam essa nova “alquimia do verbo”, construindo vertigens metafóricas (“Sentei a Beleza em meus joelhos”) e orquestrando sonoridades inéditas ("Sou um inventor bem mais merecedor do que todos os que me precederam, um músico até, que encontrou algo como a chave do amor").

Depois de uma última travessia do deserto etíope em uma padiola improvisada – liteira insignificante para um mago decaído –, Rimbaud, parcialmente paralisado, foi repatriado e levado a Marselha, em fevereiro de 1891. Devido a um tumor cancerígeno no joelho, teve que amputar uma perna. Morreu em 10 de novembro do mesmo ano, aos trinta e sete anos. Foi então iniciado um imenso trabalho de consagração desse gênio irruptivo que levou a corrente da linguagem à sua mais alta voltagem.

Fonte: http://www.ambafrance.org.br/abr/label/label56/21.html

Meus olhos de carioca, boêmia ( num sentido até saudável ) por excelência, elegeram o poema abaixo para prestar uma humilde homenagem a esse maldito e encantador francês.

Ma Bohème
(fantasie)


Je m' en allais, les poings dans mes poches crevées;
Mon paletot aussi devenait idéal;
J' allais sous le ciel, Muse! et j' étais ton féal;
Oh! là là! que d' amours splendides j' ai rêvées!

Mon unique culotte avait un large trou.
— Petit-Poucet rêveur, j' égrenais dans ma course
Des rimes. Mon auberge était à la Grande-Ourse.
— Mes étoilles au ciel avaient un doux frou-frou.

Et je les écoutais, assis au bord des routes,
Ces bons soirs de septembre où je sentais des gouttes
De rosée à mon front, comme un vin de vigueur;

Où, rimant au millieu des ombres fantastiques,
Comme des lyres, je tirais des élastiques
De mes souliers blessés, un pied près de mon coeur!


Minha Boemia
(fantasia)

Eu caminhava, as mãos soltas nos bolsos gastos;
O meu paletó não era bem o ideal;
Ia sob o céu, Musa! Teu amante leal;
Ah! E sonhava mil amores insensatos

Minha única calça tinha um largo furo.
Pequeno Polegar, eu tecia no percurso
Um rosário de rimas. A Grande Ursa,
O meu albergue, brilhava no céu escuro.

Sentado na sargeta, só, eu a ouvia
Nessa noite de setembro em que sentia
O odor das rosas, que vinho vigoroso!

Ali, entre inúmeros ombros fantásticos,
Rimava com a débil lira dos elásticos
De meus sapatos, e o coração doloroso!

traduções de Claudio Daniel.

Fonte: http://www.redutoliterario.hpg.ig.com.br/poesia/arthur.htm

:: Postado por Cida às 09h02
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Obra do Acaso

Obra do Acaso



Caro leitor,escrevo versos

Como quem sonha,

Meu inconsciente toma o meu ser


Por isso não me peça para explicá-los,

Está além da episteme,

Somente meu outro "eu" poderia fazê-lo


Deixo-me levar por estas linhas ,

Meu corpo está inerte,mas meus pensamentos divagam,

Ao longe sigo sem rumo,

Como uma folha solta ao vento


A origem destes vão se perdendo,

Não tente decífrá-los!

É inútil a sua busca


E mesmo que pudesses desvendá-los,

Estes já não seriam mais arte,

Pois,cairiam no tédio da racionalidade

E Nietzshe bem o sabe....


Abençoada e divina insconciência, que me permite uma fuga

Para além dos olhos da vil razão,

E que concede o único instante em que me comprazo,

Longe da consciência delimitada

Esse metapoema é  fruto de nossas inquietações quanto à tentativa louca e inútil de se " fechar " um significado  para a escrita poética, muito bem traduzido por nossa amiga Rosa Ângela ( 3º período ).

:: Postado por Cida às 10h48
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SONHOS DE PAPEL

Debrucei – me na janela

Para olhar a chuva

Vendo a água imunda

Que descia pelo canto da rua

Contemplando o nado sinuoso

De uma folha ordinária de papel

Meu olhos se dissolviam

Junto com meus sonhos

Desmanchados pela água imunda

Que descia pelo canto da rua.

:: Postado por Cida às 13h59
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